O Livro Tibetano dos Mortos é Ningma

O Livro Tibetano dos Mortos é Ningma

Uma Advertência aos
Estudantes de Filosofia Esotérica

John Garrigues


John Garrigues (1868-1944) 

 

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Nota Editorial de 2020:

O breve texto a seguir foi publicado pela primeira
vez anonimamente na revista “Theosophy”, em
dezembro de 1935, p. 96. Um exame do seu conteúdo
e estilo indica que foi escrito por Garrigues.
Título original: “The Tibetan ‘Book of the Dead’”.

O livro que este artigo discute pretende indicar
caminhos para evitar a Lei do Carma. A obra é lida
por aqueles que não têm interesse em Ética e que
gostariam de evitar as consequências das suas próprias
ações, ao invés de aprender com seus erros. Apesar
de propor o caminho desastrado dos que fogem da Lei, 
o livro abordado por  John Garrigues goza de prestígio
em círculos pseudoteosóficos, e muitos estudantes sinceros
ainda se iludem pensando que ele tem alguma validade. 

(Carlos Cardoso Aveline)

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A contraparte tibetana do Ritual para os mortos usado pela Igreja Católica Romana – da qual o senhor W. Y. Evans-Wentz fez uma tradução ou versão – talvez seja em mais de um sentido o protótipo histórico do ritual da igreja cristã, e constitui, tal como os livros Tântricos da Índia, um formulário de práticas mágicas; de práticas de magia negra, aliás.[1]

Vários livros derivados desta obra vêm sendo publicados, todos a partir de um ou outro praticante oriental de “Ioga”. Os teosofistas não deveriam confundir a palavra “Tibetano”, presente no título do livro do senhor Evans-Wentz, com a palavra “Tibetano” usada com tanta frequência por H.P. Blavatsky. 

O “Livro dos Mortos” de Evans-Wentz é um ritual de magia dos “Gorros Vermelhos” [Ningmas], não dos “Gorros Amarelos”. O livro tampouco deve ser confundido com o Livro Egípcio dos Mortos, porque é exatamente o oposto dele.

O fato de que uma advertência precisa ser registrada a respeito ganha força quando um escritor muito conhecido, Augustin Thierry, parece não perceber – numa publicação destacada como “Temps”, de Paris – qual é a natureza básica deste ritual. O mesmo erro foi cometido pelo próprio senhor Evans-Wentz, embora este último seja, segundo acreditamos, membro de uma das sociedades teosóficas e deveria estar melhor informado.[2]

NOTAS:

[1] “O Livro Tibetano dos Mortos”, de W.Y. Evans-Wentz (Org,), com estudos introdutórios de C.G. Jung e outros; Ed. Pensamento, São Paulo, 192 páginas. O livro foi entusiasticamente divulgado por C.G. Jung, que cooperou com o Nazismo na Alemanha durante os anos 1930. A relação entre o nazismo e os Ningmas Tibetanos ou “Gorros Vermelhos” é relativamente bem conhecida. (CCA)

[2] Para saber mais sobre a filiação do “Livro Tibetano dos Mortos” com os Ningma-pa e Dug-pa ou “Gorros Vermelhos”, o leitor pode ler “A Teosofia e o Bardo Thodol”. (CCA)

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O artigo “O Livro Tibetano dos Mortos é Ningma” foi publicado nos websites associados dia 08 de outubro de 2020.

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Leia mais: “A Teosofia e o Bardo Thodol”, “Informe Sobre Jung e a Teosofia”  e  “Jung Escreve Contra a Teosofia”.

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O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 

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